2011: Maceió

 

Em 2011, novamente fomos para outro destino do Nordeste. E não nos arrependemos. Maceió é muito bonita, povo muito educado e prestativo para com o turista, melhor do que em Natal.
Ficamos num hotel próximo a praia da Ponta Verde. A orla é composta pelas praias de Ponta Verde, Jatiúca e Pajuçara podem ser percorridas a pé.  Abaixo podemos ver as algumas fotos dessas praias.
No segundo dia fizemos o passeio das 9 ilhas de barco pela lagoa Mundaú (quase todos os lugares que fomos no Nordeste tem uma lagoa Mundaú hehe ). O passeio foi muito bom, recomendo a todos a fazê-lo, pois nele conhecemos um pouco das história local e transformações geográficas proporcionadas pela ação do homem.  O passeio inicia por um almoço típico, num pequeno restaurante local e após pegamos o barco em direção às ilhas.
Elas são pequenas, algumas habitadas e outras não e 2 delas desapareceram. Existe uma parada para banho e durante todo o trajeto o turista tem a suas disposição uma mesa cheia de frutas da época. A segunda parada, a última, é na Ilha do Carlito, onde você encontra um restaurante e uma piscina. O passeio começa após o almoço e termina por volta das 17:00hs, se você tiver sorte verá o por do sol ainda no barco.
Barco que realiza o passeio das 9 ilhas.
A água é bem verde mas não é transparente.
Em algumas ilhas existem casas de algumas pessoas que moram ou que são donas de algumas das ilhas.
A cebola d’água, responsável por limpar a água da lagoa. Quando ela estiver bem vermelha não pegue com a mão, ela pode queimar. Mas, assim como está nessa foto não tem perigo.
Piscina na Ilha do Carlito, segunda parada no passeio.
Sagui na Ilha do Carlito comendo uma pipoca.
Pôr do Sol no final do passeio.
Esse passeio foi muito bom, deu pra perceber quão bem é tratado o turista em Maceió. A noite demos uma voltinha pela orla olhando as feiras de artesanato típicas do Nordeste.
No dia seguinte, terceiro dia, fomos à Barra de São Miguel, mas dessa vez alugamos um carro novamente e não fomos de van, pois gostamos de sair cedo e aproveitar o dia do nosso jeito. E acertamos…Da Barra de São Miguel é possível pegar uma Lancha atravessar o mar e chegar ao Gunga.
Pela manhã ficamos na Barra de São de Miguel, onde almoçamos. Estava tranquilo, bastante sol, quase ninguém na praia. Não tinha ambulantes e estava bem quente, o que mais poderíamos quer? Ah, água de côco gelada, também tinha!
No almoço pedimos lagosta, embora eu prefira camarão. Mas estando na praia, o bom mesmo é comer frutos do mar, sem essa de pizza ou bife ehheh
A tarde, fomos rumo à Praia do Gunga, umas das praias mais bonitas do mundo e, na nossa opinião a mais bonitas que fomos até agora (até mais que Jericoacoara). A praia, que fica dentro de uma fazenda de côco, é cercada de coqueiros, bem grande, a água estava maravilhosa, ótima para tomar banho e depois passar a tarde sob a sombra de um coqueiro.
Lá não tem grandes restaurante, apenas pequenas lancherias e banquinhas de pastel, etc. Outro ponto positivo do Gunga é a ausência de ambulantes, você pode ficar na muvuca (perto das lancherias), ou andar alguns passos e ficar contemplando a vista de baixo de uma exclusiva sombra de coqueiro. É possível fazer fazer passeios de quadriciclo e buggy.
Mesmo assim, eu voltaria lá mais vezes para passar uma tarde toda.
No dia seguinte, fomos a Maragogi para fazer o mergulho nos recifes de corais, que segundo algumas operadoras de turismo são tão ou mais bonitos que os corais de Maracajaú em Natal. Alguns nativos afirmavam que havia o coral de fogo mas que deveríamos tomar cuidado pois eles poderiam causar queimaduras caso fossem tocados. Mas infelizmente, não conseguimos ver nenhum coral, porque havia chovido durante os três dias anteriores ao passeio, fazendo que com que água ficasse turva, impossível de enxergar qualquer coisa. A empresa que fez o passeio acabou nem cobrando o aluguel do snorkel. Nem tudo estava perdido, ainda assim, a água estava ótima para banho.
Um bar no meio do mar, alguns meninos chegavam de barco para vender  queijo coalho, pastel e bebidas.
Catamarãs que levam aos recifes.
Foto das águas de Maragogi durante o passeio. Águas verdes e bancos de areia.
O passeio de Maragogi é feito pela manhã, pois a maré está baixa e quanto mais cedo melhor de ver os recifes e os peixes que vivem no entorno. Quase perdemos o passeio pois, fomos de carro sendo que, Maragogi ficava 2 horas de Maceió e, pra piorar, muitos trechos da pista estavam em obras. A tarde resolvemos ir para alguma praia nas proximidades. Acabamos chegando em Japaratinga, e não nos arrependemos.
Japaratinga é pouco conhecida pelos turistas, mas isso já está mudando, uma vez que, já vi várias reportagens falando dessa pequena vila de pescadores. A praia é muito boa e nos chamou a atenção a temperatura da água que estava bem quentinha e o chão que era bem firme. Passamos a tarde lá tomando sempre uma água de côco bem geladinha e observando as paisagens que só o Nordeste nos oferece. Os únicos turistas lá, eram eu e a minha namorada. No entanto, existe um resort no alto de um morro, mas não vimos ninguém vindo de lá.
Pescadores chegando com o almoço 🙂
No último dia fizemos o passeio na Foz do Velho Chico, o rio São Francisco, na única cidade brasileira que tem dois “ç” no nome: Piaçabuçu, que significa Palmeira Grande na língua Caetê. A cidade se tornou mais conhecida no Brasil depois do filme “Deus é Brasileiro” Cacá Diegues, que mostrava muitas das paisagens da cidade.
O passeio no Rio São Francisco vai até o farol onde as águas do oceano atlântico encontram-se com as águas do rio. Essa mistura de águas está prejudicando a vida aquática, uma vez que os pescadores não estão encontrando determinadas espécies de água doce que costumavam pescar, devido ao aumento de sal nas águas do rio.
Além disso, segundo a guia do barco que pegamos, o projeto de transposição das águas do rio São Francisco não traria benefício nenhum as populações ribeirinhas, mas atenderia apenas os anseios das fazendas de criação de camarão. Alguns jovens universitários de Piaçabuçu desenvolvem um trabalho voluntário alertando os turistas dessa realidade e atuam como guias sem cobrar nada apenas aceitam contribuições dados voluntariamente pelos visitantes.Durante o trajeto choveu algumas vezes e até fez um pouco de frio, mas não atrapalhou em nada o passeio, inclusive tomamos banho no rio e em pequenas lagoas que existem no ponto de parada. Também encontramos mulheres da região vendendo cocadas, bolos e doces dos mais variados tipos, além do artesanato. Nós compramos cocadas com vários sabores: côco queimado, goiabada, maracujá, natural entre outros. Muito bom! Recomendo.
Local onde filmagem o filme brasileiro “Deus é brasileiro”
Ô vidinha mais ou menos…
A internet chega em todo o lugar….
Casas feitas pelos pescadores para serem usadas durante o período de pesca.
Na foto podemos ver as águas do oceano atlântico.
Durante o passeio do outro lado pode-se ver o estado de Sergipe.
Dicas:
Se você for a Maragogi, vá cedo, sempre consultando a tábua de marés, quanto mais baixa melhor para ver os corais. E, verifique se choveu nos últimos dias, pois a chuva torna a água turva com péssima visibilidade. Leve bastante protetor solar sempre e tome muita água de côco.
Não deixe de ir ao Gunga e a Japaratinga, pois esses destinos realmente valem a pena.
Aproveite o dia, deixe para dormir quando voltar das férias, levante cedo e vá aproveita enquanto há luz do dia e não se esqueça que lá anoitece a 17:00hs.
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