Salvador e Ilha de Boipeba

Férias na Bahia: Salvador e Ilha de Boipeba

No final de novembro de 2013, viajamos para a Bahia. Ficamos em Salvador 4 dias, e o resto em um destino pouco conhecido, a Ilha de Boipeba, ao lado de Morro do São Paulo, este já mais conhecido pelos viajantes. 

Salvador tem algumas praias urbanas, dentre elas: Porto da Barra, Farol da Barra, Flamengo, Ondina, Itapuã, entre outras. Mas, segundo os bahianos, a praia de Salvador mais bonita mesmo é a Porto da Barra e Farol da Barra, que não tem ondas muito fortes e dá para tomar banho tranquilo, enquanto as demais são mais indicadas para surfistas, canoistas e outras para curtir a vida noturna, como praia do Flamengo. Há dois anos atrás eu viajei à Bahia a trabalho em pleno, agosto (no RS agosto nos congelamos) e tomei banho a noite depois do trabalho e água era quentinha, pelo menos para mim acostumados com as águas geladas do Sul.
No primeiro dia chegamos durante a tarde em Salvador. Como tudo é longe, a cidade é enorme e o aeroporto fica longe da Av. Oceânica, onde ficava nosso hotel, bem pertinho do Porto da Barra, pegamos um ônibus que demorou uma hora e meia aproximadamente. Para ter uma idéia o taxi do aeroporto ao hotel daria R$ 100,00. Então, é bom considerar o transporte urbano, que é tranquilo de pegar. Mas dependendo de onde você vai, melhor se informar de qual ônibus pegar, e principalmente, qual o mais rápido. Primeira dica: pergunte para as mulheres, elas te informam com detalhes.

Depois de tudo resolvido no hotel, demos uma volta pela orla caminhando do Porto da Barra até o Praia do Farol da Barra. Durante o trajeto visitamos o Museu Náutico da Bahia e o Farol da Barra, que ficam no mesmo lugar.

No museu você encontra miniaturas de navios e embarcações antigas e como era o formato interno das embarcações que trouxeram os escravos para o Brasil, da forma mais desumana que você possa imaginar. Além disso, estão expostos aparelhos antigos usados para orientação e cálculo de marés por exemplo, e alguns faróis antigos feitos de cristal. Existem vários banners no museu explicando cada coisa em Português em Inglês. No farol da barra o interessante é subir no farol mesmo e observar a paisagem lá do alto e tirar algumas fotos. Aliás, seguem as fotos:


Litoral de Salvador

Museu Náutico e o Farol da Barra.

Máquina usada para calcular a altura das marés.

Réplica do interior de um navio negreiro.

Um farol antigo feito de cristal.
Essa foto eu tenho que admitir, tive um olhar artístico 🙂
Ainda no museu, você pode subir no farol.

Interior do Farol da Barra.

Fotos tiradas de cima do Farol. Ventava bastante mas tem uma grade de segurança.

No dia seguinte planejamos curtir a praia pela manhã e ir ao Pelourinho pela tarde. Mas o dia nasceu um pouco nublado algumas chuvinhas fracas, a praia estava um pouco agitada com ondas fortes. Mesmo assim, estava boa para tomar um banho de praia. Durante a tarde o tempo não melhorou, o jeito foi ir ao Pelourinho com chuva mesmo e claro, dar uma passado no Mercado Modelo e comprar algumas lembranças, cocadinhas e cachaças.  Apesar do tempo nublado as fotos ficaram legais:
Elevador Lacerda visto do Mercado Modelo.

A foto que ninguém tira…

Subindo o Elevador Lacerda, chegamos à Cidade Alta, onde fica o Pelourinho e algumas igrejas antigas abertas a visitação, inclusive uma feita com muito ouro, a Igreja de São Francisco.

Interior da Igreja de São Francisco. Todos os detalhes em ouro.

Aqui fica o Pelourinho, com suas casas coloridas.

Casa onde o Michael Jackson gravou seu clipe.

Casa de Jorge Amado.

Faculdade de Medicina.
No dia seguinte não teve praia nem nada, choveu o dia todo bem forte alagando algumas cidades. Ainda na manha seguinte havia pancadas fracas de chuva e o céu um pouco fechado, mas arriscamos ir até a Praia do Forte. Decidimos não fazer por meio de operadoras que buscam o cliente no hotel mas cobram algo em torno de R$ 70,00 ou R$ 80,00. Fomos de van pela Linha Branca, que sai da rodoviária de Salvador até a Praia do Forte no município de Mata de São João. Essa van não é pirata e recomendo a todos a evitarem esse tipo de transporte, já que houve coisas como assaltos ou mesmo os passageiros forma deixados no meio de rua, quando os motoristas por meio do GPS evitaram a fiscalização mandando todo mundo descer e dando a volta na estrada. Pelo menos foi o que nos advertiram. 
A passagem custou R$ 7,00 e a viagem durou aproximadamente 1 hora e 45 minutos, mas isso depende do trânsito, geralmente engarrafado, de Salvador.
A Praia do Forte é bonita, ótima para tomar banho, conta com um centrinho de compras bem organizado mas um pouco mais caro. Além de você poder curtir a praia, vale a pena também visitar o projeto TAMAR para ver algumas tartarugas e outros animais marinhos (16 pila o preço da entrada). 
Praia do Forte

Tartarugas do Projeto TAMAR.

Tubarão licha. Não ataca humanos, mas eu prefiro encomodá-lo.

Lesma do mar.
A arraia está tão acostumada a ser tocada pelos visitantes que ela sempre vem a beira do tanque como se pedisse por um carinho.

Esqueleto completo de uma tartaruga.

A volta para Salvador que você tem que ficar atendo para o horário das vans que, no caso da Linha Branca, era até 17:30. Depois disso só van pirata mesmo o ônibus da Linha Verde, um pouco mais caro mas com ar condicionado. Apesar da van não ser pirata, também não era um primor de luxo pois, não tinha ar condicionado e encheram de gente na volta, ou seja, muita gente foi de pé. E o trânsito estava horrível.

No dia seguinte, acordamos cedo para ir à Ilha de Boipeba. Essa ida realmente foi uma aventura. No dia que visitamos o Pelourinho, atrás do Mercado Modelo, fica o ponto de venda de tickets para os barcos. Existem várias maneiras de ir à Boipeba. Nós escolhemos a mais barata, óbvio, que resumindo é assim: primeiro em Salvador você pega o barco para Mar Grande uma cidade vizinha, lá você vai para a rodoviária de Bom Despacho e vai de ônibus até Valença, que demora umas 2 horas mais ou menos. Em Valença você pega a lancha rápida para Boipeba. Cuide o horário da lancha rápida, pois ela sai em poucos horários e precisa ter um certo número de pessoas para que ela saia.

No ponto de venda de passagens nos informaram que não havia a necessidade de comprar a passagem da lancha rápida antecipadamente, o que foi o nosso erro. Quando chegamos no porto de Valença, nos informaram que as lanchas estavam cheias. Tivemos que ir de transporte convencional, demorando 4 horas indo pelo rio. Então compre a passagem da lancha rápida (que leva uma hora) se você quer ir até o Morro de São Paulo ou Boipeba. E cuide o horário para não perder a lancha, obviamente.Para dar uma idéia do deslocamento de Salvado à Boipeba, deixei o telefone gravando o trajeto pelo GPS. Então, é melhor cuidar o horário e não ficar chupando bala, senão vai ficar pelo caminho. No nosso caso, saímos 6:30 da manhã do hostel em Salvador e como aconteceu o imprevisto da lancha, chegamos na ilha às 4 da tarde.

Trajeto de Salvador à Boipeba.


Não tem ruim para o barco convencional, vai gente, vai carga, até ambulência.
Algumas cidades perto do rio.

Mas apesar da demora, valeu a pena. Chegamos em Boipeba são e salvos. Até deu tempo de ver um pouco da praia. A Pousada Aldeia na qual ficamos não decepcionou em nada, merecia um post a parte. Era muito bonita cheia de árvores e os donos, muita limpa e confortável, a Flávia e Ricardo eram muito legais, ótimos para conversar. O café da manhã era muito bom, com bolos feitos pela Flávia, e sempre acompanhado de uma boa conversa com ela e o Ricardo, que nos deram muitas dicas de passeios e do que fazer na ilha, onde comer, quais lugares aceitavam cartão, etc.

Clima de casa na árvore…

Tinha uma árvore que deixava cair uma flor dando um charme a mais a pousada.

Em Boipeba temos as praias mostradas no mapa abaixo. Com exceção da Ponta dos Castelhanos, as demais praias fomos a pé pela praia e por algumas trilhas. A maré é muito importante de se observar, bem cedo quando ela está baixa é tranquilo de ir pela praia até Bainema, passando por um túnel verde. A volta geralmente complica, por que geralmente a maré já está mais alta. O transporte sai Moreré para Boipeba; é feita por tratores e o preço varia conforme o número de pessoas, indo de R$ 5,00 até R$ 50,00. Tem um trator que sai as 16:30 e geralmente vai cheio, com os professores da escola e alguns trabalhadores.

No dia seguinte da chegada aproveitamos e saímos cedo, com a maré baixa e fomos até Moreré, passando por Tassimirim e Cueira. Almoçamos em Moreré uma muqueca de camarão com banana, muito boa, e custou R$ 40,00 para duas pessoas. Abaixo seguem as fotos.

Deixamos para ir até Bainema no dia seguinte, fazendo o mesmo caminho. A praia de Bainema estava um pouco deserta e ficamos por lá algumas horas, poucas pessoas passavam por lá, geralmente casais de estrangeiros. A água estava ótima para o banho, e claro é uma praia muito bonito. Vale a pena conhecer mas, leve a sua água por que não tinha onde comprar.

Praia de Bainema

Ainda Bainema.

Durante o passeio para Boinema, nós e mais outro casal que conhecemos na pousada contratamos um pescador local para fazer o passeio de barco até a Ponta dos Castelhanos e a Cova da Onça, no dia seguinte.

O passeio para a Ponta dos Castelhanos inclui uma visita as piscinas naturais, que na maré baixa você pode ver os corais. Leve seu snorkel para pode ver a vida marinha. No meio do caminho você consegue ver o mangue, inclusive partes que ficam totalmente submersas quando a maré está alta. O bom do passeio foram as piscinas mesmo, na Cova da Onça apenas almoçamos lá, embora era um lugar bonito e tranquilo.

Cova da Onça.

Cova da Onça.

Mas, a volta foi com emoção. Aqui fica outra dica, talvez a mais importante. Se você for contratar um nativo para fazer esse passeio não vá de barco de alumínio, pois esse tipo de embarcação não pode sair para o mar e dependendo das condições do vento e das ondas fica muito complicado de ir pelo mar pelo risco da embarcação virar e afundar. Caso você se depare com essa situação não faça o passeio, ou peça para ir de barco grande de madeira ou compre o passeio ao redor da ilha, que você pode encontrar nas agências de turismo na ilha.

Felizmente, chegamos são e salvos em Moreré. Voltamos para Boipeba de trator.

O passeio do dia seguinte já foi mais calmo. Era um passeio numa trilha marinha feita por uma estudante de mestrado que está fazendo sua tese em Boipeba. Esse passeio vale a pena, custou R$ 40,00 e você vai nas piscinas naturais na praia de Tassimirim, recebe um folheto de plástico com todos os peixes que você pode encontrar durante o passeio. Nesse dia a água não estava perfeita por que havia chovido em municípios vizinhos e água estava descendo para o mar. Mas mesmo assim deu pra ver muitos peixes, corais e plantas.

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O resto das fotos do fundo do mar que recebemos como brinde do passeio, você pode ver aqui.

O passeio terminou com uma ótimo almoço no restaurante do Bobó, não aceita cartão, mas a comida é muito boa, demora para chegar mas vale muito a pena esperar. Foi outra dica do Ricardo.

E assim terminou mais uma de nossas férias e aventuras. Até a volta para Salvador foi outra aventura, fazendo o caminho de volta e indo de ferry boat que não saiu no horário. A sorte que saímos muito cedo e deu tempo de chegar ao aeroporto sem problemas. Saímos cedo da pousada, antes do café da manhã, mas a Flávia carinhosamente nos deu bolinhos de nozes e de laranja para ir comer no caminho. E ajudou bastante 🙂

Dicas:

  • Em Salvador seja uma pessoa desapegada, não ande com tablets, smartphones a mostra, volume na carteira, jóias, pois há muitos furtos. Nunca deixe sua bagagem ou compras fora da seu campo de visão.
  • Não use transporte pirata.
  • Ao pedir informações, recomendo perguntar para as mulheres, elas pareciam bem mais informadas e mais simpáticas.
  • O Mercado Modelo comparado com os outros mercados públicos do nordeste está entre os mais caros.
  • Compre suas passagens antecipadamente, caso você vá a Morro de São Paulo ou  Ilha de Boipeba. E fique atento ao horário, saindo o mais cedo possível por que imprevistos podem ocorrer como a indisponibilidade de um barco devido a maré baixa, por exemplo.
  • Na Ilha de Boipeba, poucos restaurantes e mercadinhos aceitam cartão de crédito. Também não tem caixa eletrônico de bancos. Então leve dinheiro extra.
  • Se for fazer passeio de barco pelo mar e contratar um nativo para isso, não vá de barquinho de alumínio ou similar por que além de ser perigoso, é proibido pela Capitânia dos Portos.

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