Pantanal & Bonito – Visitando o Mato Grosso do Sul – Parte I

O Pantanal

No final de março de 2013, em mais uma viagem que a minha namorada bolou, depois de pegar uma promoção de vôos (nada melhor do que viajar economizando :-)), fomos a Bonito, no Mato Grosso do Sul, quebrando o ciclo de férias em praias. Bonito fica a duas horas de carro do Pantanal, inicialmente não tínhamos pensado em ir ao Pantanal, mas mudamos de ideia e resolvemos ficar pelo menos dois dias (pena que não foi mais).
Decidimos ir ao Pantanal por que seria uma das poucas oportunidades de ver de perto parte da fauna e flora brasileira,  muito mais rica que nos demais estados (pelo menos em relação aqueles que visitamos).No Pantanal, você se hospeda em fazendas que oferecem algumas atrações aos turistas como passeios a cavalo, trilhas a pé na mata, passeio de bicicleta e focagem noturna, onde você vislumbra a vida noturna no mato, bem barulhenta por sinal. Por sorte não apareceu nenhuma onça querendo fazer um lanchinho antes de dormir.

 

Nós ficamos hospedados na Fazenda Santa Cruz. Fomos muito bem atendidos por todos, o lugar é muito confortável, fora a comida caseira e os doces, todos feitos pela mãe da Helena (guria que realiza as atividades de turismo da fazenda) e da dona Elza, que trabalha na fazenda. Conversar com elas no café da manhã e no final de tarde era muito bom, senhoras muito bem informadas e inteligentes. Se você pensa que só por que as pessoas moram afastadas das grandes cidades não sabem o que se passa no mundo, se enganou. Eu sinto falta de ter gente assim aqui em Porto Alegre, justamente pelo conhecimento delas. Além disso, trabalhar em uma fazenda não é fácil, tem que pensar em tudo e saber aproveitar muito bem os recursos. Sustentabilidade lá não era somente uma palavrinha da moda.

 

Para chegar até a fazenda alugamos um carro em Campo Grande, mas não tem como chegar até lá de carro. A Helena nos pegou no meio do caminho para nos levar até a fazenda com uma bandeirante.
Dica: arrume um chip da Vivo por que no interior é a única operadora que tem sinal. Se você precisar ligar para alguém na fazenda, não adianta ter o chip de outras operadoras. Deixamos o carro estacionado na Fazenda Cacimba, que fica nas proximidades onde fomos, também, muito bem recebidos. Já no trajeto até a fazenda, a noite, conseguimos ver alguns animais como o lobinho, lebres, jacaré e um tamanduá escondido no meio da plantação.

Devido ao cansaço deixamos o passeio de focagem noturna para o outro dia. No dia seguinte, depois do café da manhã, fizemos uma trilha pela fazenda com o guia Fábio, onde ele nos mostrou as diversas espécies de árvores. Conseguimos ver alguns animais, como jacarés, capivaras, quatis e diversos pássaros. Durante a trilha, o guia nos mostrava as pegadas de diversos animais, inclusive de onça. Eu particularmente nem queria me deparar com uma. Com certeza ela iria ver esse gordinho como um prato cheio.Confira abaixo algumas fotos da fazenda e do passeio:
Sede da Fazenda Santa Cruz.

 

Hospedagem na fazenda. As acomodações são muito confortáveis, bonitas e limpas.
A fazenda ainda conserva muitos dos antigos utensílios usado por gerações passadas, como essa vitrola que funcionava dando-se corda. E você reclamando que seu ipod só tem 16GB…

 

Para acordar cedo no Pantanal não precisamos de despertador, isso fica a cargo das jacutingas, curicacas e outras aves que adoram te acordar bem cedo.
Jacutinga. Esse bichinho canta (grita) muito de manhã.

 

Pica-paus.

 

 

Quati nos observando com curiosidade.

 

O  calor do pantanal não é fácil pra ninguém.

 

 

Jacaré, bem tranquilo, na beira do lago.

 

 

 

Siriemas, estavam por toda a parte.
Na focagem noturna encontramos o curiango

No dia seguinte fizemos um passeio a cavalo visitando outros pontos da fazenda, na esperança de ver um tuiuiú, mas infelizmente, só conseguimos ver o bicho bem de longe, por que ele não permite aproximações.

Esse cavalinho é o chuchú, totalmente sem strees, bem descansado, até demais. De vez em quando ele parava para relaxar :-). O  guia nos contou que um dia ele entrou num lago com turista e tudo e já se deitando na água quando o guia o impediu. Mas ele é bem mansinho e ótimo de cavalgar.

Mas infelizmente, o que é bom sempre acaba rápido, e este foi nosso último dia no Pantanal.

No dia seguinte, saímos de Miranda logo após p almoço, muito bom como sempre e, seguimos para Bonito pela estrada MS-339, que ainda estava sendo consertada. É melhor viajar durante o dia, principalmente se o caminho que você pegar tiver trechos de estrada de terra.

A aventura continua na segunda parte.

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